sexta-feira, 29 de abril de 2011

WWF - 50 anos lutando pelo bem do Meio Ambiente

Há 36 anos no Brasil, a WWF celebra hoje 50 anos de muitas realizações na área ambiental. Atualmente a organização ambientalista mais conhecida no mundo, alerta que salvar o planeta nesse próximo meio século é uma tarefa que exigirá vigorosa liderança por parte dos governos e das empresas, além é claro do engajamento de comunidades e consumidores.

E em virtude do Dia Nacional da CAATINGA, o site da WWF Brasil publicou um texto sobre esse bioma onde nós cearenses vivemos, por isso eu lhes convido a acessa o link abaixo e ver essa matéria.


PARABÉNS WWF, PELOS 50 ANOS DE PROTEÇÃO AO NOSSO PLANETA.
ESPERAMOS QUE SEJA APENAS UM 1/1000 DE UM HISTORI DE LUTAS E CONQUISTAS.

No Dia da Nacional da Caatinga um alerta contra a devastação

Nas comemorações do Dia da Nacional da Caatinga, parlamentares, ONGs e representantes do MMA defendem urgência para combater desmatamento e desertificação no bioma que já é o segundo mais devastado do País
A Caatinga, que abriga 27 milhões de pessoas e abrange cerca de 11% do território nacional, está em ritmo acelerado de devastação. Números apresentados nesta quinta-feira (28/04) em audiência pública na Câmara dos Deputados revelam que 2,8 mil Km2 do bioma são transformados em lenha anualmente no segundo mais ameaçado do País. O total equivale a 40% da matriz energética da região, uma das mais sujas do Brasil.
O encontro, que fez parte do Dia Nacional da Caatinga, serviu de alerta para a necessidade de se buscar urgentemente modelos de sustentabilidade socioambiental e econômica para a região. O Ministério do Meio Ambiente anunciou que vem avançando, em convênio com os estados do Nordeste, onde está a maior área de Caatinga, no sentido de criar e implementar pelo menos 40 novas Unidades de Conservação, na tentativa de conter o avanço da desertificação.
“Os cenários de mudança climática indicam que a Caatinga vai se tornar mais árida do que já é, então os desafios para toda a população que vive nesta área serão ainda maiores. A necessidade de se definir estratégias mais sustentáveis para a ocupação e exploração econômica da região é urgente”, afirmou o secretário de Biodiversidade e Florestas do MMA, Bráulio Dias.
Para o deputado Sarney Filho (PV-MA), coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista, “nenhuma política de desenvolvimento para a Caatinga produzirá resultados duradouros se não incorporar, de forma efetiva, a preocupação com o uso sustentável dos seus recursos naturais”.
Ele defendeu “o envolvimento social e econômico da região” como condição para a solução dos problemas ambientais do bioma. O parlamentar lembrou o compromisso firmado pelo Brasil na Convenção sobre Biodiversidade, em Nagoya, no Japão, afirmando que se o desmate da área continuar ocorrendo no ritmo atual, “nem em um século será possível alcançar a meta de proteger pelo menos 10% do bioma”.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Ecossistemas, artigo de Roberto Naime

[EcoDebate] A biologia favorece a aplicação de modelos para diagnósticos e prognósticos de situações através de modelos que desenvolve a partir da definição de relações hierárquicas. Um modelo é uma formulação que imita um fenômeno real, e pela qual se podem fazer projeções consistentes. Citando a Biologia clássica, a partir do livro Ecologia de Eugene Odum (Ed. Guanabara, 1988), emerge o conceito de ecossistema, como a inter-relação entre organismos vivos e não vivos que interagem entre si de forma hierarquizada.

Ecossistema é qualquer unidade que abranja todos os organismos que funcionam em conjunto em uma determinada área de espaço físico e que interajam com o ambiente com fluxos de matéria e energia que produzam estruturas bióticas definidas e ciclagem de materiais entre as partes vivas e não vivas.

O ecossistema é a unidade funcional básica da ecologia, estando parametrizada pelos níveis de organização e relações sistêmicas para definir a emergência das propriedades. Os ecossistemas tem estrutura e podem ser abordados de forma “holológica” ( por inteiro) ou “merológica” (em partes).

quinta-feira, 17 de março de 2011

Chegou o dia da Pré-estréia do filme Fca. Carla em Tianguá

Acontece nesta Quinta-feira (17) de Março a Pré-estreia do Filme Francisca Carla, às 20h, no Ponto de Cultura Garatuja, em Tianguá, na Serra da Ibiapaba. A promoção é da Associação Cultural Garatuja.
 
A festa de pré-lançamento vai ser somente para os participantes do filmes, patrocinadores e convidados. Na próxima semana o público tianguaense vai poder conferir a super produção

O filme será exibido no Ponto de Cultura Garatuja em Movimento a partir do dia 31 de março, e ficará em cartaz durante todo o mês de abril.

Sobre a estreia e sinopse:


Com estréia marcada para o final de março, o média metragem Fca Carla traz para a telona um olhar sobre a religiosidade popular da Ibiapaba, através do fenômeno religioso Fca Carla, uma mulher que foi isolada na mata por ser portadora de hanseníase, no fim dos anos 1940.


Com a atriz Marta Aurélia (Milagre em Juazeiro) e a dramista de Tucuns Ana Maria da Conceição nos papéis principais, o filme tem a participação de Ney Matogrosso, Elke Maravilha e Vinicius de Oliveira no elenco, que é composto também por atores e não atores locais. O filme será exibido no Ponto de Cultura Garatuja em Movimento a partir do dia 31 de março, e ficará em cartaz durante todo o mês de abril.



SINOPSE



Inteiror do Ceará, 1948. Enquanto trabalha na preparacao de um almoço, numa festa, a domestica Fca Carla (Marta Aurélia) é observada por um dos convidados, o médico Dr. Virgílio (Ney Matogrosso).


Ao ser servido por Fca Carla, o médico observa uma mancha no braço dela e confirma a suspeita de Lepra. A festa acaba e todos abandonam a casa. Fca Carla é isolada no meio da mata onde passa o resto de sua vida. Passados mais de 50 anos de sua morte, Fca Carla é cultuada como Santa Popular e o local de seu exílio é visitado por muitos devotos, como Joana (Ana Maria da Conceição) que “apega-se” a alma de Fca Carla para curar sua neta Cleidiane (Dávila Sousa). Baseado em histórias reais.”



terça-feira, 1 de março de 2011

A situação atual dos mares: Conversando com um Oceanógrafo

[EcoDebate] O texto a seguir contem respostas às perguntas formuladas por um jornalista preocupado com a situação dos mares.

1) Qual é o panorama atual dos oceanos hoje? Há estudos sobre maior concentração de poluição e perda de biodiversidade. Isso já ocorreu antes, em outra época? É possível prever as conseqüências, a curto e longo prazo, desta situação?

Como cientista posso disser que o panorama é preocupante

Por suposto trata-se de uma percepção que não é unânime na comunidade acadêmica internacional, pois existem vozes discordantes que, embora admitam a existência de problemas, confiam no avanço da ciência e das tecnologias para resolver o problema da falta de sustentabilidade dos oceanos.
No entanto, não confio tanto na onipotência da tecnologia e, defendendo minha visão, observo que na medida que realizamos mais estudos dos ambientes costeiros e daqueles mais afastados, como os de mar aberto (oceânicos) e das grandes profundidades o quadro é de que estamos correndo uma carreira desigual contra o tempo. 

Ainda sabemos muito pouco e aquém do necessário. Estamos num momento em que o ambiente marinho continua sendo afetado, particularmente nas regiões próximas à costa, mas também em regiões inesperadas de alto mar. Exemplo disso foi ter constatado (através de imagens satelitais) um enorme acúmulo de lixo plástico flutuante de todo tipo e constituído por pequenas partículas de lentíssima degradação girando a sabor das correntes marinhas no oceano Pacífico norte. A origem desse lixo são dejetos provenientes das regiões costeiras e dos navios.

A contaminação e poluição em escala crescente (como conseqüência do desenvolvimento demográfico e industrial) tem afetado e modificado os ambientes costeiros, pois neles é que se concentram os assentamentos humanos. Entre 50 e 70 % das populações humanas encontram-se numa faixa costeira de 50 a 100 Km de largura.

Essa ação antrópica compromete as relações de fluxo de energia (fixação do Carbono através das plantas marinhas e as relações entre os animais predadores e suas presas), entre os compartimentos do ecossistema costeiro.

Dessa forma se perturbam ou alteram irreversivelmente, ciclos biológicos e migratórios, da fauna marinha, se desestruturam habitats reprodutivos e de criação assim como, se modifica a dominância de uma determinada espécie em favor de outras. Muitas vezes uma espécie de interesse comercial, explorada numa pescaria pode ser deslocada/substituída por outra sem valor para o homem.

O ambiente marinho é, por natureza, um ambiente altamente dinâmico e complexo onde as abordagens reducionistas são, com freqüência, insuficientes e parciais para explicar o que observamos. O estudo dos mares é, por excelência um estudo interdisciplinar onde recorremos à física, química, biologia, geologia, meteorologia e, mais recentemente, às ciências sociais e econômicas. 

Acredito que seja essencial entender o comportamento humano em suas expressões sociais e econômicas. A relação do homem com o mar é praticamente inseparável da história da civilização ocidental e oriental. 

No presente, o ser humano é um usuário e “apropriador” dos “bens” (recursos pesqueiros e minerais como gás, petróleo, areias, carbonatos, nódulos polimetálicos, água, etc.) e dos “serviços” do ecossistema marinho (papel modulador do clima, ventos, correntes marinhas, biodiversidade, defesa militar, equilíbrio dinâmico da natureza e sua interação com a costa).

A percepção que o ser humano tem do meio marinho é muito limitada, porque somos animais essencialmente terrestres onde nossos sentidos como visão, audição, tato e olfação são de valor limitado ou nulo no meio marinho. 

O que vemos do mar com facilidade?

A implantação da hidrelétrica de Belo Monte, artigo de Washington Novaes

[Repórter Eco] É incompreensível a recusa do setor de energia do governo federal, de dialogar com a sociedade e cientistas a respeito da necessidade – ou não – de implantar novas grandes hidrelétricas no país, principalmente na Amazônia.
Muitos estudos científicos dizem que o país pode tranquilamente economizar até 30 por cento da energia que consome hoje, com programas de conservação e eficiência – tal como fez no “apagão” de 2001. Pode ganhar 10 por cento reduzindo as perdas nas linhas de transmissão, hoje em 17 por cento. E pode repotenciar a baixo custo geradores antigos de hidrelétricas, ganhando mais 10 por cento. Mas esses caminhos não são sequer discutidos.
Enquanto isso, insiste-se na implantação da hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu, a um custo astronômico que sequer se sabe qual é. Sem ter certeza de qual será a capacidade de geração de energia no período seco. Cavando um canal maior que o do Panamá. Prejudicando comunidades ribeirinhas e indígenas. E tudo sem explicar a quem servirá essa energia.
Nas últimas semanas, cresceram os protestos em várias partes do país. Um painel de especialistas mostrou a inconsistência do projeto, classificado na revista do Instituto de Engenharia de “vergonhoso”. A Ordem dos Advogados do Brasil também o condenou, principalmente por haver o Ibama inventado uma figura que não existe na legislação – uma licença parcial para desmatar 240 quilômetros quadrados de floresta, antes de haverem sido cumpridas dezenas de condicionantes para o início de obras.
E não é só. O setor federal de energia programa várias outras hidrelétricas na Amazônia, principalmente nos rios Teles Pires e Tapajós, várias delas envolvendo problemas com terras indígenas e áreas de preservação permanente. A sociedade e os cientistas deveriam merecer mais consideração.
Washington Novaes, jornalista, é supervisor geral do Repórter Eco. Foi consultor do primeiro relatório nacional sobre biodiversidade. Participou das discussões para a Agenda 21 brasileira. Dirigiu vários documentários, entre eles a série famosa “Xingu” e, mais recentemente, “Primeiro Mundo é Aqui”, que destaca a importância dos corredores ecológicos no Brasil.
Artigo originalmente publicado no Repórter Eco.

Fonte: Eco Debate

PRÉ ESTRÉIA DO FILME TIANGUAENSE "FRANCISCA CARLA" SERÁ EM MARÇO

Associacao Cultural Garatuja estará realizando no dia 17/mar/quinta, as 20:00h, a pré-estreia do filme Fca Carla dia, no Ponto de Cultura Garatuja, em Tianguá.
Com estréia marcada para o final de março, o média metragem Fca Carla traz para a telona um olhar sobre a religiosidade popular da Ibiapaba, através do fenômeno religioso Fca Carla, uma mulher que foi isolada na mata por ser portadora de hanseníase, no fim dos anos 40. Com a atriz Marta Aurélia (Milagre em Juazeiro) e a dramista de Tucuns Ana Maria da Conceição nos papéis principais, o filme tem ainda aparticipação de Ney Matogrosso, Elke Maravilha e Vinicius de Oliveira no elenco, que é composto também por atores e não atores locais.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Mudanças Climáticas, artigo de Aroldo Cangussu

Após a ocorrência da tragédia que arrasou as cidades serranas do Rio de Janeiro, a discussão sobre as alterações do clima terrestre recrudesceram. A maior parte dos cientistas do mundo inteiro acredita que estamos passando, realmente, por um período perigoso de aumento do efeito estufa com as seguintes conseqüências: derretimento das geleiras e elevação do nível do mar e salinização, potencialização das secas e enchentes, desertificação, reaparecimento de doenças e eventos naturais de grandes proporções.

Mas, existe outra parcela considerável de cientistas que contestam estes fatos alegando que o fenômeno é cíclico e absolutamente natural. Há, inclusive, pesquisadores que contestam uma por uma as afirmações catastróficas de que o mundo estaria passando por uma fase terminal.

Quem estará com a verdade? Assistimos, interessados no assunto, angustiados essa discussão e aguardamos em vão uma palavra definitiva. Infelizmente, este é um assunto de extrema complexidade em que são envolvidos um conjunto enorme de fatores e dependente de análises rigorosíssimas e exatas.

Na minha opinião, uma coisa me parece perfeitamente detectável: o modelo de desenvolvimento estabelecido já não se sustenta mais no nosso planeta. O aumento desenfreado do consumo da nossa sociedade aponta para um futuro extremamente difícil. A exploração continuada dos recursos naturais, a produção exponencial de lixo, a emissão gigantesca de gases nocivos para a atmosfera e o crescimento desproporcional da população encaminham a humanidade para dias consideravelmente penosos.

É claro que o homem já deu demonstrações de que é capaz de se superar e enfrentar com êxito as suas dificuldades. Existem modernas técnicas de engenharia que suportam melhor o desafio de exploração mineral com sustentabilidade que proporcionam incrementos significativos nas jazidas. Os equipamentos emissores atmosféricos já conseguem ser mais limpos. O uso de carros elétricos é uma das possibilidades que se avizinham com o objetivo de melhorar o ar que respiramos e diminuir o lançamento de CO2. Com relação ao aumento desordenado da população mundial, alguns sinais estão sendo dados no sentido positivo: na maioria dos países, as mulheres estão tendo menos filhos que as suas antecessoras, o que pode ser auspicioso e a favor do planeta.

Precisamos ser cautelosos e não nos deixarmos levar por previsões apocalípticas, mas, deveremos agir com firmeza nas nossas atividades diárias e fazer o pouco que nos é possível para a preservação do meio ambiente, cuidando do lixo, economizando água e energia, andando mais a pé e sendo mais solidários.

* Aroldo Cangussu é engenheiro e ex-secretário de meio ambiente de Janaúba e diretor da ARC EMPREENDIMENTOS AMBIENTAIS LTDA.
EcoDebate, 04/02/2011

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Preservação florestal torna-se tema central da ONU em 2011

Maior reserva de floresta tropical do mundo está em solo brasileiro
Diante do cenário ambiental crítico, o desafio da ONU é aproximar cidadãos do mundo todo em torno de um projeto comum: preservar a mata, que cobre só 31% das terras do planeta. Maior reserva verde ainda está no Brasil.

O planeta deve registrar ainda em 2011 a marca de 7 bilhões de habitantes. À medida que a população se expande – e exige cada vez mais recursos naturais e espaço no globo –, a cobertura florestal se extingue. Atualmente, as florestas ocupam apenas 31% das áreas de terra do planeta.

É também em 2011 que as Nações Unidas decidiram promover o Ano Internacional das Florestas. Nesta quarta-feira (02/02), uma sessão em Nova York marca o início das atividades para “promover a consciência e fortalecer uma gestão, conservação e desenvolvimento sustentável”, diz o órgão. O desafio, no entanto, é transformar essa aspiração em soluções práticas e estimular o envolvimento dos cidadãos que vivem nas cidades.
Queimada e derrubada ilegal em Madagascar, na África
Na prática as Nações Unidas estimam que 1,6 bilhão de pessoas dependam das florestas para sobreviver e que, no mundo todo, as matas sejam a casa de 300 milhões de indivíduos. Esse ambiente é o habitat de 80% da biodiversidade existente no planeta.

Apesar dos argumentos convincentes lançados pela ONU para estimular a preservação, o desmatamento ainda é um inimigo presente na busca pelo desenvolvimento sustentável. Um estudo da organização Conservação Internacional (CI) divulgado nesta quarta-feira, identificou as dez florestas mais ameaçadas do mundo – o Brasil aparece na lista com os apenas 8% que restaram da Mata Atlântica.

“As florestas não podem ser vistas apenas como um grupo de árvores, mas como fornecedores de benefícios vitais. Elas são importante fator econômico no desenvolvimento de diversas cidades, fornecendo madeira, alimento, abrigo e recreação, e possuem um potencial ainda maior que precisa ser percebido em termos de provisão de água, prevenção de erosão e remoção de carbono”, argumenta Olivier Langrand, da CI.

A derrubada da floresta também agrava os efeitos das mudanças climáticas, e é responsável por até 20% das emissões mundiais de gases do efeito estufa.

Reportagem da Agência Deutsche Welle, publicada pelo EcoDebate, 03/02/2011

Modelo Brasileiro do Sistema Climático Global é desenvolvido para que o país se prepare para enfrentar os fenômenos extremos

Clima sob o olhar do Brasil – Nos modelos climáticos globais divulgados no mais recente relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC), divulgado em 2007, o Pantanal e o Cerrado são retratados como se fossem savanas africanas.

Já fenômenos como as queimadas, que podem intensificar o efeito estufa e mudar as características de chuvas e nuvens de uma determinada região, por exemplo, não são caracterizados por não serem considerados relevantes para os países que elaboraram os modelos numéricos utilizados.

Para dispor de um modelo capaz de gerar cenários de mudanças climáticas com perspectiva brasileira, pesquisadores de diversas instituições, integrantes do Programa FAPESP de Pesquisa em Mudanças Climáticas Globais, da Rede Brasileira de Pesquisa em Mudanças Climáticas Globais (Rede Clima) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia sobre Mudanças Climáticas (INCT-MC), estão desenvolvendo o Modelo Brasileiro do Sistema Climático Global (MBSCG.

Com conclusão estimada para 2013, o MSBCG deverá permitir aos climatologistas brasileiros realizar estudos sobre mudanças climáticas com base em um modelo que represente processos importantes para o Brasil e que são considerados secundários nos modelos climáticos estrangeiros.

“Boa parte desses modelos internacionais não atende às nossas necessidades. Temos muitos problemas associados ao clima em virtude de ações antropogênicas, como as queimadas e o desmatamento, que não são retratados e que agora serão incluídos no modelo que estamos desenvolvendo no Brasil”, disse Gilvan Sampaio de Oliveira, pesquisador do Centro de Ciência do Sistema Terrestre (CCST) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), um dos pesquisadores que coordena a construção do MBSCG.

Segundo ele, o modelo brasileiro incorporará processos e interações hidrológicas, biológicas e físico-químicas relevantes do sistema climático regional e global. Dessa forma, possibilitará gerar cenários, com resolução de 10 a 50 quilômetros, de mudanças ambientais regionais e globais que poderão ocorrer nas próximas décadas para prever seus possíveis impactos em setores como agricultura e energia.
“Com esse modelo, teremos capacidade e autonomia para gerar cenários futuros confiáveis, de modo que o país possa se preparar para enfrentar os fenômenos climáticos extremos”, disse Sampaio à Agência FAPESP.

A primeira versão do modelo brasileiro com indicações do que pode ocorrer com o clima no Brasil nos próximos 50 anos deverá ficar pronta até o fim de 2011.

Para isso, os pesquisadores estão instalando e começarão a rodar em fevereiro no supercomputador Tupã, instalado no Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), em Cachoeira Paulista (SP), uma versão preliminar do modelo, com módulos computacionais que analisam os fenômenos climáticos que ocorrem na atmosfera, no oceano e na superfície terrestre.

Os módulos computacionais serão integrados gradualmente a outros componentes do modelo, que avaliarão os impactos da vegetação, do ciclo de carbono terrestre, do gelo marinho e da química atmosférica no clima. Em contrapartida, um outro componente apontará as influências das mudanças climáticas em cultivares agrícolas como a cana-de-açúcar, soja, milho e café.

“No futuro, poderemos tentar estimar a produtividade da cana-de-açúcar e da soja, por exemplo, frente ao aumento da concentração de gases de efeito estufa na atmosfera”, disse Sampaio.

Classe IPCC

Segundo o cientista, como a versão final do MSBCG só ficará pronta em 2013, o modelo climático brasileiro não será utilizado no próximo relatório que o IPCC divulgará em 2014, o AR-5. Mas o modelo que será utilizado pelo Painel Intergovernamental para realizar as simulações do AR5, o HadGEM2, contará com participação brasileira.

Por meio de uma cooperação entre o Hadley Center, no Reino Unido, e o Inpe, os pesquisadores brasileiros introduziram no modelo internacional módulos computacionais que avaliarão o impacto das plumas de fumaça produzidas por queimadas e do fogo florestal sobre o clima global, que até então não eram levados em conta nas projeções climáticas.

Com isso, o modelo passou a ser chamado HadGEM2-ES/Inpe. “Faremos simulações considerando esses componentes que introduzimos nesse modelo”, contou Sampaio.

Em 2013, quando será concluída a versão final do Modelo Brasileiro do Sistema Climático Global, o sistema ganhará um módulo computacional de uso da terra e outro metereológico, com alta resolução espacial. No mesmo ano, também serão realizadas as primeiras simulações de modelos regionais de alta resolução para a elaboração de um modelo climático para América do Sul com resolução de 1 a 10 km.
“Até hoje, levávamos meses e até anos para gerar cenários regionais. Com o novo sistema de supercomputação os esforços em modelagem climática regional ganharão outra escala”, afirmou Sampaio.

Leia reportagem publicada pela revista Pesquisa FAPESP sobre o modelo climático brasileiro.

Reportagem de Elton Alisson, da Agência FAPESP, publicada pelo EcoDebate, 03/02/2011

Geografia - Élisée Reclus

Mata Atlântica é a quinta floresta mais ameaçada do mundo, diz Conservação Internacional

Parque nacional da Serra dos Órgãos (RJ) – Foto: BBC Brasil
Um ranking divulgado nesta quarta-feira pela entidade ambiental Conservação Internacional indica que a Mata Atlântica é a quinta floresta mais ameaçada do mundo.

A lista enumera o que a organização considera ser as dez regiões florestais mundiais que enfrentam os maiores riscos.

Segundo a ONG, a posição da Mata Atlântica na quinta colocação se justifica porque restam apenas 8% da cobertura original da floresta, que antes ocupava boa parte da costa brasileira.

A organização afirma que a floresta ”abriga 20 mil espécies de plantas, sendo 40% delas endêmicas. Ainda assim, menos de 10% da floresta permanece de pé”.
Perigo

O relatório da Conservação Internacional diz ainda que mais de duas dúzias de espécies de vertebrados criticamente em perigo de extinção estão lutando para sobreviver na Mata Atlântica.

Entre as espécies listadas estão seis espécies de aves que habitam uma pequena faixa da floresta no Nordeste.

De acordo com a Conservação Internacional, um dos motivos para o desmatamento acentuado que a floresta vem sofrendo é a ”crescente urbanização e industrialização do Rio de Janeiro e de São Paulo”.

A floresta brasileira ficou atrás de regiões da Índia e de Mianmar que só contam com 5% de seu bioma original.

Também estão mais ameaçadas do que a Mata Atlântica uma área da Nova Zelândia que só mantém 5% de sua cobertura original; outra, situada entre a Indonésia, a Malásia e o Brunei, que só preserva 7% do que já possuiu, e outra nas Filipinas, também com 7% da cobertura original.

O relatório foi divulgado nesta quarta-feira para coincidir com o anúncio oficial pela ONU do Ano Internacional de Florestas.

Reportagem da BBC Brasil, publicada pelo EcoDebate, 03/02/2011

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

A Tragédia Das Águas, artigo de Maria Lindgren

Publicado em janeiro 19, 2011 por HC
 
[EcoDebate] O verão, esta época danada para quem mora em país tropical, chegou com ar estranho. Força menor de calor do que no final da primavera e chuva. Em plenas festas de fim de ano, o receio de chuvarada, raios e trovões sondava o ambiente. A chegada do Menino-Deus, causadora sem nenhuma culpa de desvarios das classes medias, venceu as ameaças das nuvens. O Réveillon de Copacabana, ameaçado de ter seus fogos de artifício conspurcados, saiu melhor do que a encomenda. A igreja da Penha se iluminou e encheu de piedosos, agradecidos pela paz no bairro e adjacências. Uma alegria.

Mas, o mês de janeiro, obedecendo aos comandos de nossa impiedosa mãe-natureza, logo que acabou a farra quase obrigatória de muitos, mostrou que não se brinca impunemente com o tempo: nossa bela Região Serrana, logo no dia 11, foi literalmente inundada. Verdadeiro tsunami de água doce.

2011 – o Ano Internacional das Florestas

Elas são lar para 300 milhões de seres humanos e para 80% da biodiversidade terrestre. Além disso, 1,6 bilhão de pessoas em todo o mundo dependem diretamente delas para sobreviver. Com o intuito de promover a preservação do verde para uma vida sustentável no planeta, a Assembléia Geral das Nações Unidas declarou 2011 como o Ano Internacional das Florestas.
Para celebrar as ações em torno da preservação deste recurso fundamental em todo o mundo, a ONU criou o site oficial do Ano Internacional das Florestas, onde é possível ver os eventos organizados ao longo do ano e ainda divulgar suas próprias ações em relação à causa. No site também é possível conhecer estatísticas como as divulgadas no início desta reportagem.

As Florestas no Brasil

Conforme divulgado no site do Instituto Akatu, o Brasil abriga 60% da Floresta Amazônica, a maior do planeta. Dentro do Brasil, ela se estende por nove Estados e representa mais de 61 % do Território Nacional.
Esta riqueza natural, no entanto, tem sido alvo de exploração predatória e ilegal, ameaçando sua manutenção. Apesar dos esforços do poder público, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) estimou, em 2008, que o volume de madeira ilegal da Amazônia que abastece o mercado pode chegar a 90% do total consumido no país. Outras atividades ameaçam a Amazônia são a criação de bois e o cultivo da soja. Assim, com o objetivo de combater a degradação das florestas foram criados, em 2008, os pactos da madeira, da soja e da carne. Para saber se determinado produto ou empresa assinou cada um dos pactos, veja aqui as empresas que assinaram cada um dos pactos.

Por que a Floresta é importante para você?

Fonte: Portal Voluntário

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Manuel Correia de Andrade, A Questão do território no Brasil

Municípios Cearenses receberão Selo de Certificação Ambiental

Desde a primeira edição nenhum município atingiu a Categoria A
Por: Christina Herbster
O Governo do Estado do Ceará através do  Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente (CONPAM), entrega nesta quarta-feira (22), o Certificado Selo Município Verde a 33 municípios cearenses. Dos 184 municípios existentes no Estado, 137 foram inscritos para participar da Certificação. Destes, 33 atingiram ao último nível da avaliação “in loco”, já que estas cidades obtiveram Índice de Sustentabilidade Ambiental (ISA), suficiente para ensejar avaliação no local.

O Selo Município Verde está na sua 7ª edição e desde que a premiação foi instituída, nenhum município cearense atingiu a Certificação Selo A. Na premiação deste ano, 12 cidades atingiram a categoria “B”: Caucaia, Crato, Crateús, Croatá, Cruz, Fortaleza, General Sampaio,Itaitinga, Maracanaú, Novo Oriente, Pacoti e Sobral.


Os demais municípios, num total de 21, conseguiram obter o Selo categoria “C”. São eles: Acaraú, Barreira, Bela Cruz, Ibiapina, Missão Velha, Pacatuba, Apuiarés, Jardim, Campos Sales, Beberibe, Várzea Alegre, Massapê, Quixeramobim, Ocara, Juazeiro do Norte, Icapuí, Morada Nova, Lavras da Mangabeira, Itarema, Maranguape e Tianguá.


A solenidade de entrega dos certificados ocorrerá no dia 22 próximo, às 18h30min, no Seara Hotel (Avenida Beira Mar, 3080).

Fonte: Ceará Agora